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Glaucoma: O que é e quais são os sintomas




Para conseguir ler esse texto, as luzes e as cores da tela do seu smartphone ou computador passaram por um longo processo, que começou na sua córnea, atravessou todo o globo ocular e chegou ao nervo óptico, que direcionou essa mensagem para o seu cérebro. É um procedimento instantâneo e “simples” para a maioria da população, porém há uma porcentagem considerável de pessoas que não encaram esse processo com a mesma naturalidade.

Quem sofre com o Glaucoma sabe o quanto a visão fica prejudicada com essa doença, ainda mais porque ela é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. O Glaucoma é uma doença silenciosa, progressiva, na maioria dos casos, assintomática que atinge diretamente o nervo óptico, o que ocasiona a perda do campo visual. As pessoas mais atingidas pelo Glaucoma estão na faixa acima dos 40 anos, mas há casos de jovens e crianças que também apresentam esse quadro.

Há outros fatores que também podem favorecer o surgimento do Glaucoma, como o histórico familiar, uso de corticosteroides (usado em colírios para tratar conjuntivite ou na redução de irritação e vermelhidão, ou então via oral para tratar inflamações), pessoas da etnia negra, alta miopia ou traumas oculares. Estas condições podem levar ao aumento da pressão intraocular, principal causador da lesão do nervo óptico.

Existem diversos tipos de Glaucoma. Citamos os principais:

Glaucoma de Ângulo Aberto (crônico): esse é o tipo mais comum, silencioso, que vai piorando progressivamente e pode levar à cegueira definitiva. Durante a vida, o “ralinho” do olho (que escoa o humor aquoso que é constantemente produzido e drenado em nosso olho) de uma pessoa com Glaucoma passa a ter mais resistência, e com isso a pressão do olho começa a subir. Existe neste tipo o peso da herança familiar já que, para quem tem familiares com Glaucoma, aumenta em até 6x a chance de desenvolver a doença ao longo da vida.

Glaucoma de Ângulo Fechado: Nesse tipo, a pessoa tem a parte anterior do olho mais estreita e a íris fecha o “ralinho” do olho. Pode ser aos poucos, gerando um Glaucoma crônico de difícil controle, ou súbito, geralmente chamado Glaucoma Agudo, onde a pressão do olho sobe muito repentinamente. O Glaucoma agudo é diagnosticado mais rapidamente, já que quando aparece, vem seguido de intensa dor ocular, náuseas, vômitos e piora súbita da visão. Ele deve ser tratado com urgência para que o dano visual seja o menor possível.

Glaucoma Secundário: ele é causado por outro problema ocular como o uso de corticosteróides, por traumas, inflamações e outras doenças, como o Diabetes.

Glaucoma Congênito: é o caso onde a criança nasce com esse problema. Nesses casos, a criança pode nascer com um olho grande e azulado. É um caso raro que, diagnosticado, precisa ser tratado imediatamente.

Como o Glaucoma é uma doença irreversível, é recomendável que seja realizado anualmente um exame oftalmológico, principalmente para as pessoas que apresentam fatores de risco, e para todos acima dos 40 anos. O Glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado para garantir mais qualidade de vida.